A mancha avermelhada (esq.) é um olho d'água soterrado; no alto, esse esverdeado, é água podre do lago; abaixo, Sânder José (calção azul) e Carlos Aparecido, mostram mina que salvaram do soterramento.
Repórter Autônomo foi ontem à tarde ao parque e constatou uma situação crítica e estarrecedora. As máquinas abriram verdadeiras estradas sobre as margens do córrego e soterrou uma infinidade de vertentes.
Para completar o desastre, o serviço de jardinagem da Prefeitura lascou grama sobre as nascentes a torto e a direito.
Com a redução dos vertedouros, o lago natural que o parque pretende ter perdeu a vasão e virou um brejo e, a pouca água que existe no local, parada, esverdeou e apodreceu.
"Essa [mina] aqui também foi aterrada, mas nós cavocamos a colocamos um cano pra gente beber água", conta o garoto Sânder José, 11 anos, ao lado de uma fonte que insiste em brotar sob a manta de concreto da pista de caminhada.
Das dezenas de olhos d'água, a obra preservou apenas uma fonte, mas ainda de forma equivocada. Ao invés de proteger os vertedouros com arborização, eles terraplenaram o brejo de onde vertia a água e a canalizaram.
DENÚNCIA
Há pouco mais de 4 meses a degradação do local foi denunciada por este repórter no jornal BOM DIA, quando ainda não era autônomo.
O SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), responsável pela construção do parque, disse, à época da denúncia publica pelo BOM DIA, que as obras contavam com o aval do DPRN, órgão máximo no Estado que trata dos recursos hídricos e naturais, e que as fontes estavam sendo preservadas.
A reportagem também acionou a Polícia Ambiental, que foi ao local e informou que tudo estava dentro dendro da lei.
Repórter Autônomo ecaminha, segunda-feira, essa reportagem-denúncia ao Ministério Público.
17 de outubro de 2008, 10h08min
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